| só que não (Fonte: Minilua) |
E o que exatamente a gente faz em Metodologia de Pesquisa 1, se semestre que vem a gente tem o 2, que é a mesma coisa? Muito simples: no 1 a gente faz o pré-projeto, ou seja, tudo que vem antes da pesquisa em si. Formula hipóteses, cria o problema, os objetivos e mais um monte de coisas, sem entrar exatamente na pesquisa pra criar a tese. No 2 a gente escreve a dissertação em si.
No começo do período, a professora (muito simpática e gente boa, por sinal) avisou à turma que cada um teria que escolher um tema que tivesse alguma relação com comunicação social (em outras palavras: tema livre) pra pesquisar durante um ano. Na hora, eu não raciocinei muito e escolhi logo um tema bem filosófico envolvendo fotografia, Sartre e Nietzsche.
Beleza. O tema fui eu que escolhi e decidi não voltar atrás. Comecei a fazer o pré-projeto.
Necessidade número 1: formular um problema e decidir os autores base pra pesquisa. Pronto,
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| Junin |
Necessidade número 3: metodologia. Até que parecia fácil. Na hora você fica meio em dúvida sobre o que você bota na metodologia. Se é tudo, quase tudo ou nada. Quando você finalmente entende o que é pra botar, já consegue colocar lá. E foi o meu caso. Demorei pra entender o que exatamente era pra botar e depois foi num instante.
Necessidade número 4 e 5: justificativa, fundamentação teórica, cronograma e bibliografia. Sim, isso tudo foi pedido de uma vez. Na hora que eu li o e-mail da professora pedindo tudo isso eu quase tive um troço. Eu já tava entrando em crise sobre o trabalho e nem tinha começado a parte difícil da conversa. Respirei fundo e olhei tudo o que eu já tinha. Mandei tudo
Depois de reformular TUDO e ver que ficou uma coisa
Comecei a achar que eu tenho um santo lá em cima muito fubento. Ou que tá muito afim de me sacanear. Respirei fundo pra não jogar o computador pela janela e fui pedir ajuda ao tio Google e pesquisei biografia, obras e Deus sabe lá mais o que pra aumentar a justificativa e a fundamentação teórica. Resolveu um pouco. Mas ficou só com oito páginas. Nessas oito páginas inclui capa, sumário e anexos. O que que eu iria fazer?
Mais biografia, alguma citação pertinente (e com os devidos créditos) e mais um pouco de história (além de uma contra-capa). Resultado final: 13 páginas.
Voltei pra olhar o e-mail da professora. Ela tinha pedido pra montar um seminário. Beleza. Ela tinha comentado isso lá no começo do semestre, então eu tava mais ou menos esperando por isso. O meu seria o PRIMEIRO do terceiro dia. Sim, o primeiro trabalho. Pelo menos não seria no primeiro dia.
Comecei a montar o power point (que é meio que uma exigência mínima num seminário) e terminei até que rapidinho. Passei os slides pro meu pai dar uma olhada - e algumas corrigidas - e finalmente ele está pronto (junto com o texto
UPDATE: Eu já apresentei o seminário e... Foi ótimo. Mentira, não foi ótimo, a professora mandou corrigir mais algumas coisas e disse que mais alguns pontos da fundamentação teórica precisavam melhorar. Minha vontade foi de chorar, mas a primeira parte do pesadelo acabou. Agora é só esperar pelo pesadelo do semestre que vem.

